Pesquisa mostra que falta de remédios atinge mais de 80% dos municípios

O desabastecimento envolve uma lista com cerca de 60 produtos que estão em falta em farmácias municipais. Foto: Divulgação

Há 90 dias o desabastecimento crônico de medicamentos básicos e especializados estão afetando os serviços púbicos de saúde. O problema atinge mais de 80% dos municípios brasileiros e envolve uma lista com cerca de 60 produtos que estão em falta em farmácias municipais.

“O problema se estende há 30 dias na maioria dos municípios e é crônico em cerca de 20% pelo fato do desabastecimento se estender por mais de 90 dias”, alerta a pesquisa divulgada pela Confederação Nacional de Municípios (CNM) feita com 2.469 prefeituras.

De acordo com o relatório, as prefeituras alegaram problemas na insuficiência de medicamentos como a falta de Amoxicilina (antibiótico), apontada por 68% dos municípios, além da ausência de Dipirona na rede de atendimento municipal (anti-inflamatório, analgésico e antitérmico), apontada em 65,6%, cidades.

A Dipirona injetável esteve na resposta de 50,6% e a Prednisolona, utilizada no tratamento de alergias, distúrbios endócrinos e osteomusculares e doenças dermatológicas, reumatológicas, oftalmológicas e respiratórias, foi destaque por 45,3%.

O Ministério da Saúde alegou que o desabastecimento é “causado por causas globais que extrapolam competências da pastas”. A guerra na Ucrânia e dificuldade de importação de insumos são os principais motivos relatados para o desabastecimento, porém a CNM critica a União e os Estados que até o momento não definiram uma estratégia de curto prazo para retirar dos municípios a responsabilidade de encontrar medicamentos nas quantidades necessárias.

“A pasta continua atuando em conjunto com Anvisa, estados e municípios e representantes das indústrias farmacêuticas para articular ações de enfrentamento ao desabastecimento de insumos hospitalares no país”, justificou o Ministério da Saúde.

O risco de desabastecimento do mercado por causa da falta de insumos compromete o atendimento da população e o relatório da CNM alerta que “em alguns Estados, cirurgias eletivas e tratamentos estão sendo adiados por causa deste desabastecimento”.

Fonte: midianinja.org

Redação

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