Telegram exclui publicação de Bolsonaro após decisão do Supremo Tribunal Federal

O aplicativo de mensagens Telegram apagou uma mensagem publicada pelo presidente da República, Jair Bolsonaro (PL), em seu canal na plataforma. A mensagem trazia uma investigação da Polícia Federal de um ataque hacker contra o Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A exclusão se dá em cumprimento à uma decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, que deu 24 horas para a plataforma cumprir ordens judiciais tomadas anteriormente.

O ministro determinou na última quinta-feira (17) que o Telegram fosse bloqueado no Brasil. Após pedido da plataforma, em nova decisão, neste sábado (19), Moraes determinou que o Telegram cumpra integralmente decisões judiciais proferidas anteriormente para evitar o bloqueio. Dentre elas, ele pediu a imediata exclusão de uma publicação feita por Bolsonaro em 4 agosto do ano passado. Ele já havia feito esta solicitação à plataforma no dia 12 de agosto.

A mensagem em questão refere-se a um inquérito da Polícia Federal que, segundo o presidente, comprovava que o sistema eleitoral brasileiro foi invadido.”Segue os documentos que comprovam, segundo o próprio TSE [Tribunal Superior Eleitoral], que o sistema eleitoral brasileiro foi invadido e, portanto, é violável”, pontuou o presidente.

Agora, no lugar da mensagem está escrito: “Esta mensagem não pôde ser exibida porque este bot violou as leis locais”.

Na publicação, constavam quatro links, sendo um deles o inquérito da PF e outro um relatório do TSE. Este inquérito é relativo a um ataque de hackers sofrido pelo tribunal 2018. Em agosto do ano passado, Bolsonaro divulgou o inquérito em suas redes sociais, afirmando que a investigação era uma evidência de fraudes no pleito em que foi eleito presidente da República.

Depois que o presidente divulgou o inquérito em suas redes sociais, foi aberta uma investigação para apurar o vazamento dos documentos sigilosos. Bolsonaro chegou a ser intimado para depor no inquérito, mas não compareceu e afirmou que exerceu o “direito de ausência”. Ao concluir a investigação, a PF apontou que o presidente cometeu crime ao divulgar os documentos, mas não o indiciou.

Fonte: R7

Redação

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.

Next Post

Em visita à Baía da Traição, Ricardo Coutinho e Veneziano Vital conversam com lideranças indígenas

seg mar 21 , 2022
Ricardo Coutinho (PT) e Veneziano Vital (MDB) pré-candidatos a senador e governador da Paraíba, respectivamente, visitaram os moradores da Baía da Traição, no litoral norte do Estado, neste domingo (20), na companhia de lideranças políticas locais e apoiadores. Ricardo foi acolhido com muita alegria pela população que fez questão de […]

Instale o Radiosnet em seu celular. Nova opção para ouvir nossa rádio